Sua identidade em Cristo significa guerra

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As mulheres cristãs são um grupo carente. Nós sofremos, lutamos, somos quebradas, sobrecarregadas e desencorajadas. Como isso é tão comum entre nós (e todas sabemos de alguma forma que não deveria ser), há muito o que fazer para tentar incentivar, levantar, acompanhar e mostrar que nossa fraqueza é o palco perfeito para a sua força.

Temos problemas reais e, no meio da tentativa de lidar com eles, encontramos perguntas que não podemos responder. Quem é Você? Como você sabe disso? Você se importa? Sua situação está sufocando você? Essas são perguntas reais, problemas reais que muitas mulheres estão enfrentando. E assim, nessas conversas sobre nossas necessidades complexas e nossos problemas, frequentemente ouvimos sobre o grande conforto cristão da identidade em Cristo.

Por que, então, com tanta conversa sobre a identidade cristã – sobre como somos amadas e aceitas, sobre como pertencemos a Deus – as mulheres que compartilham de nossa fé não parecem mais fortes? Nem menos carentes? Ainda conjugamos as nossas lutas no tempo presente. Trocamos fracassos como se fossem boas notícias e nos confortamos com ainda mais fracassos. Queremos declarar umas às outras “o suficiente”. Tratamos a identidade cristã como se fosse uma grande e aconchegante coberta sob a qual toda a humanidade deveria estar se acomodando para uma longa soneca.

Mas e se a nossa identidade em Cristo não for um cobertor?

Na guerra com os cobertores

E se, em vez de um lugar aconchegante para hibernar, nosso envolvimento com Cristo for na realidade como uma baioneta de aço frio, destinada a um propósito completamente diferente? Sua identidade em Cristo é uma arma que matará o “velho homem” que vive dentro de você (Rm 8.13). Fomos sepultadas na morte, pelo batismo, a fim de andarmos em novidade de vida (Rm 6. 4).

Se não estamos equipadas por meio de Cristo para combater a natureza pecaminosa em todos nós, não importa quão espesso ou aconchegante seja o confortável cobertor. Por baixo, as mãos frias do pecado ainda estão em volta de nossos pescoços. Essa luta não pode ser confortável. Não podemos nos acalmar nos livrando de nossos problemas.

Nossos problemas precisam da morte de Cristo, e eles precisam da nossa morte nele (Gl 2.20). Nós devemos crer no amor de Deus, completamente. Nós devemos crer em Jesus, absolutamente. Mas a primeira coisa que precisamos nessa crença é o arrependimento. Arrependa-se e creia (Mc 1.15). Volte-se contra o seu antigo “eu” e creia em Cristo (2Co 5.17). Como John Owen diz: “Mate o pecado, ou o pecado matará você”.

O que nós desesperadamente precisamos não é do conforto em si, mas da fonte real de conforto – “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação”! (2Co 1.3). Precisamos de ferramentas eficazes para combater a própria carne. Eu acredito que é exatamente isso que seja nossa identidade em Cristo. É a esperança da vitória sobre o pecado, a confiança de que Cristo fez o que não podemos fazer. É um irmão mais velho que nos salva. Esse é o ponto mais difícil da morte para si mesmo e o conforto glorioso da vida nova e santificada nele.

Inimigos do pecado interior

O pecado é o inimigo (Gn 4. 7). O pecado está em nós. Cristo é o vencedor. Cristo está em nós. Quando você é fiel à sua identidade em Cristo, você deve ser o inimigo do pecado em você. Você deve odiar aquelas mãos frias no pescoço o suficiente para torná-las cativas à Cristo, o suficiente para clamar ao seu Salvador na confiança de que ele as verá mortas. É por isso que todas essas simples banalidades fizeram tão pouco para nos fazer sentir melhor.

Jesus ama você, e é por isso que ele mataria aquela parte de você que ama o pecado. Se queremos viver bem, precisamos aprender a morrer nele. Sua identidade em Cristo é o que lhe dá coragem, capacidade e desejo de fazer isso. Em Cristo, seu pecado não pode governar você. Em Cristo, você não quer isso. Em Cristo, temos a força para combater isso. E em Cristo, finalmente teremos a vitória.

Não há palavras para expressar quão profundo, real e libertador é esse conforto e esse amor. Isso é descanso. Isso é alegria. Isso é vitória. Esta é a vida real. Mas não é o conforto de pequenas mentiras sobre o quanto somos bonitos ou o quanto merecemos felicidade; é o conforto de ver a verdadeira natureza de nosso Salvador e seu amor por nós.

Não é pela nossa beleza, mas a dele, que devemos ser cativadas. Nele, nossa carne é pregada na cruz. Nele, ela morre. Nele, podemos verdadeiramente viver sem culpa e sem vergonha alguma. Saber quem somos em Cristo nos prepara para suportar nossas cargas diárias e administrar nossas provações de maneira a refletir a glória de nossa salvação – de maneira a refletir nosso Cristo!

O Maior Conforto

Este é o momento da vitória. Mas não podemos esperar a vitória quando temos grande medo de lutar. As mulheres cristãs não têm sido tão necessitadas quanto temos sido covardes. Não devemos mais ter receio ou medo da natureza de nossa identidade em Cristo. Nossa parte em Cristo é realmente linda – como um claro nascer do sol em um novo dia cheio de nova esperança e vida – mas é o mesmo sol que nasce em um dia de execução.

Lá se vão nossos pecados, nossos grandes inimigos – egoísmo, luxúria, preguiça, inveja. Lá se vai a nossa carne para morrer em Cristo. Esse é o dia glorioso em que podemos viver, pertencendo totalmente a ele, forte em nossa identidade e sob os Eternos Braços de Conforto de Cristo. Senhoras, empunhem alegremente suas armas, pois vocês pertencem a Deus.

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