Programar robôs ou formar cidadãos?

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Pode um professor ser apenas um “passador de lições”?

Existe um processo educacional que tende à robotização do ensino, onde o papel do professor, em especial na educação infantil, como educador, agente motivador, cooperador na construção e edificação do caráter, da moral do futuro cidadão, como um agente inspirador tem desaparecido, e ele tem sido visto como um simples lecionador.

Há uma necessidade de repensar a importância e o papel do professor na educação, na formação de cidadãos prontos a enfrentar os desafios do mundo. Nossa sociedade tem sustentado a ideia que o professor leciona, e o aluno é lecionado; a instrução foi passada e o ciclo vicioso se perpetua. Mas a sua função não se resume a instruir, mas a educar, ser um exemplo, promovendo meios para que o seu aluno consiga caminhar com suas próprias pernas, como cidadão reto e bem instruído.

O “dar luz às ideias”, fazer um “parto intelectual” é fundamental para que a relação entre professor e aluno seja bem sucedida, pois ele não “cega” os alunos, não os “robotiza”, mas abre suas mentes e os motiva a nunca deixar de buscar a verdade, de lutar por seus sonhos e pela sabedoria. Ele dá asas ao educando para que possa voar sozinho na busca incessante pela sabedoria, pelo conhecimento, tornando-o capaz e habilitado ao aprendizado autônomo.

A questão acima fica sem uma resposta que realmente faça sentido, pois, considerando que é pelos frutos que conhecemos a árvore, não temos visto mudanças significativas na nossa sociedade. Precisamos entender que cada indivíduo precisa se desenvolver de forma plena, como diz o apostolo Paulo – corpo, alma e espírito -, de forma irrepreensível. Precisamos ter uma resposta que vai além da transmissão de conhecimento acadêmico. Precisamos de princípios.

:: Prs. Alexandra e Alzeir Rogerio dos Santos (Rogerinho)

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