Paternidade, uma questão de escolha?

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Nesta geração, percebemos que há milhares de pessoas de todas as tribos, línguas, nações e raças que estão sendo atraídas para os grandes ajuntamentos nos templos dos quatro cantos do Brasil, os quais estão abarrotados de membros de todos os níveis: quentes, mornos e frios; “crentes light e diet”, além dos expectadores descomprometidos, frequentadores inconstantes… Contudo a menina dos olhos de Deus é: um (a) adorador (a) transformado (a), com fome e sede de conhecer e ter intimidade profunda com o Maravilhoso, Conselheiro, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz.

Quando vemos uma igreja lotada, não significa que todos os cristãos estão vivendo de acordo com o sonho do coração de Deus, porque Ele deixou bem claro na mensagem bíblica que diz: “No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura” (João 4.23) Ao olhar para dentro de si mesmo, você tem convicção de ser um (a) filho (a) que tem buscado conhecer a Deus com um espírito profundamente quebrantado e com toda a sinceridade do seu coração?

As Escrituras sagradas nos apresentam dois tipos de pai: o Pai da Verdade e o pai da mentira. Porém o mais impressionante é a possibilidade que todos têm de escolher para qual desses dois entregará seu coração, e para qual será sua admiração, inspiração, obediência; com qual desses terá uma caminhada, uma história, uma conexão, um legado? Podemos escolher ter uma herança bendita ou uma herança maldita; ter a herança eterna ou apenas uma herança terrena. Existe a escolha de ser um (a) filho (a) perdido (a) e sem direção ou um filho (a) com os propósitos celestiais determinados e alcançados em sua vida.

O pai da mentira é o diabo. Ele é mal, não é dono de nada no universo e, após ser expulso do Paraíso, seu objetivo dia e noite tem sido roubar, matar e destruir a humanidade e toda a criação de Deus. A única coisa que o diabo oferece é a mentira, e tudo o que vem da parte dele é enganoso, ilusório e amaldiçoado.

O Pai da Verdade é o Grande Criador, o Pai Celestial, que enviou Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, para mostrar o Seu amor e salvação a cada ser humano, feito à Sua imagem e semelhança para viver uma vida plena e abundante. O Salvador, após a Sua morte de cruz e ressurreição, Se fez Filho Primogênito para todos os que se renderam e se deixaram ser adotados por um Pai extraordinariamente amoroso, perdoador, gracioso, verdadeiro e perfeito.

Enquanto estava ainda padecendo na cruz do Calvário, “Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes pois não sabem o que estão fazendo. Então eles dividiram as roupas Dele, tirando sortes” (Lucas 23.34) Que AMOR é esse? Um amor insondável, imensurável, inexplicável! O Aba Pai anseia intensamente pela manifestação dos Seus filhos, e você faz parte do plano original Dele antes da fundação do mundo. O Senhor nos exorta: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8.32). E assim disse também: “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento” (Oséias 4.6)

A Igreja somos nós, filhos e filhas rendidos ao Seu amor; não é a estrutura de concreto dos templos. Jesus Cristo anseia voltar à terra para buscar uma Noiva verdadeira, fiel e comprometida com Ele de todo o seu ser. Precisamos abandonar as práticas religiosas e superficiais que nos moldam segundo o coração dos homens e não de Deus; deixar caírem as máscaras da manipulação, da impiedade, da soberba, da autossuficiência, da vaidade e tudo mais que é pecado.

Os brasileiros precisam parar de brincar com o Aba Pai, precisam se arrepender dos seus maus caminhos e clamar ao Altíssimo para perdoar e sarar a nossa terra. Todos os dias da sua vida, o seu coração precisa “queimar ardentemente” pela habitação e manifestação do Espírito Santo em seu corpo. O nosso Deus Pai conhece cada pensar, sentir e agir da Sua criação. Não há nada oculto e indiferente ao Seu olhar e ao Seu toque. Não podemos continuar sendo as mesmas pessoas, com os mesmos comportamentos e ações quando temos um encontro autêntico e profundo com Ele, que é fonte inesgotável de amor, o mais belo entre milhares, o Príncipe da Paz: Jesus Cristo. Precisamos rasgar os corações e não as nossas vestes; precisamos clamar e buscar incansavelmente a intimidade com o Senhor no nosso “quarto de guerra” e em nossas congregações, porque Ele não resiste a um coração quebrantado e contrito. Ele Se compadece dos Seus filhos.

“Então o SENHOR Deus apareceu de noite a Salomão e disse: Eu ouvi a sua oração e escolhi este Templo para ser o lugar onde serão oferecidos os sacrifícios. Quando Eu fechar o céu e não deixar que chova, ou ordenar aos gafanhotos que destruam as colheitas, ou mandar uma peste atacar o povo, então, se o meu povo, que pertence somente a mim, se arrepender, abandonar os seus pecados e orar a mim, Eu os ouvirei do céu, perdoarei os seus pecados e farei o país progredir de novo. Escutarei com atenção as orações que forem feitas neste Templo, pois é o Templo que escolhi e separei para ser o lugar onde deverei ser adorado para sempre. Eu tomarei conta dele e sempre o protegerei” (2 Crônicas 7.13-16 NTLH).

Reflita, decida e escolha: a qual paternidade você deseja se sujeitar a partir de hoje?

:: Islene Ferreira

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