O poder destruidor da iniquidade

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Muito se ouve sobre iniquidade, mas o que parece é que pouco se entende sobre o significado dessa palavra de apenas 11 letras, mas de grande poder destruidor. Desobediência deliberada a Deus e injustiça são alguns de seus sinônimos. O iníquo é um desventurado ser que se opõe à equidade, àquilo que é justo, reto; seu comportamento constantemente pecaminoso o torna cada vez mais insensível para distinguir se alguma prática é pecado ou não; comete o mesmo erro frequentemente, e, a cada queda, o arrependimento se mostra cada vez menos necessário, já que a atitude errada afigura-se cada vez mais normal, sem risco nem consequências negativas.

Dessa forma, o relacionamento com Deus começa a esfriar-se; o tempo no secreto passa a ser gradativamente mais raro; a graça se torna numa espécie de liberação para pecar à vontade, na certeza de depois obter o favor e o perdão de Deus; disciplinas espirituais como leitura da Palavra, oração e jejum começam a ficar em segundo (ou último) plano… até que o ser iníquo se encontra num abismo espiritual – e, às vezes, físico, emocional e psicológico também. Um estado que desagrada e entristece o Senhor. Assim se revela o poder destruidor da iniquidade.

“Não tem nada a ver”, “não faz tanto mal assim”, “isso é religiosidade”, “sou humano” são frases comumente usadas por pessoas caracterizadas pela iniquidade e que não demonstram sequer um pouquinho de interesse em arrepender-se. Por outro lado, “quero mudar”, “minha vida não tem agradado a Deus”, “preciso de ajuda”, “não estou aguentando mais viver assim” são expressões daqueles que têm vivido iniquamente, mas que entenderam a necessidade de sair dessa situação e, com arrependimento genuíno, estão dando os primeiros passos de recomeço, rumo à transformação, para uma caminhada em santidade.

Para os que anseiam recomeçar, esperança é lembrar-se de que Jesus levou sobre Si as iniquidades de todos nós (Isaías 53.6) e que “é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.9b). Ou seja, o poder destruidor da iniquidade não resiste ao poder do sangue de Cristo Jesus, derramado na cruz em favor dos iníquos que confessam (1 João 1.19a), arrependem-se e voltam-se para o Senhor (Atos 3.19), pois, assim, seus pecados são cancelados.

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