É possível discipular o Brasil?

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Uma das narrativas mais lindas da Palavra de Deus é a ressurreição de Jesus. Mesmo sendo Deus, Ele Se sujeitou à condição de ser humano para que você e eu pudéssemos ser salvos e livres das amarras do pecado.

Mateus 28 descreve a incrível experiência vivida por Maria, Maria Madalena e os discípulos, logo após a ressurreição de Jesus. Uma das ordenanças do Mestre foi: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado”.

É interessante observar que o “ide” foi para fazer discípulos de todas as nações. Não é a primeira vez que as Escrituras utilizam o termo “nação”. Em outras passagens, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, Deus relaciona nossas orações, obras, ações ou até mesmo o Seu plano e o Seu perdão às nações. Quais são as implicações disso?

Quando falamos de nação, estamos nos referindo a tudo que envolve um povo em um território, tais como: política, negócios, leis, educação, meio ambiente, dentre outras esferas da sociedade. Fazer discípulos de todas as nações significa equipar pessoas de todos os países para que possam refletir a glória de Deus em todas as áreas da sociedade. Colossenses 1.20 nos ensina que Jesus morreu para reconciliar consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu.

Veja que a morte de Jesus tem como objetivo reconciliar absolutamente tudo que foi destruído por causa do pecado. Isso implica em trazer a luz de Cristo aos diversos tipos de relações humanas e sociais, visto que estas padeceram e ainda padecem em razão do pecado da humanidade.

Em outras palavras, Cristo nos manda formar discípulos para que estes influenciem suas cidades e nações de forma abrangente e completa, pois Ele é um Deus que Se preocupa com o bem-estar dos seres humanos, com a observância da justiça e com a paz (Rm 14.17).

O segundo aspecto interessante desse versículo é que Jesus não nos manda apenas batizar esses discípulos, mas Ele completa dizendo: “Ensinando-os a guardar tudo que vos tenho mandado”.

Infelizmente, é comum perceber que muitos irmãos se contentam com a primeira ordem de Jesus, que é o batismo. A completude da palavra discipular tem se limitado a questões de ordem espiritual, isto é, a atividades dentro da igreja, para pessoas da igreja.

Essas ações são fundamentais e cumprem a essência do Evangelho. Todavia não correspondem a tudo que Jesus ensinou. Cristo em Sua passagem na terra nos ensinou sobre cidadania (Mt 22.21), justiça (Mt 5.6), liberdade religiosa (Mt 5.10), educação (Mt 28.20), dentre outros temas.

É tão nítido o quanto o povo brasileiro tem sofrido em decorrência de tantas injustiças sociais, corrupção, ineficiência das instituições públicas, dentre tantas outras mazelas. É tempo de nós, Igreja, discipularmos nossa nação através da pregação do Evangelho e dos ensinamentos de Jesus. Mateus 5.13 diz que nós somos o sal da terra. Se não cumprirmos esse papel, para nada mais serviremos, senão para sermos lançados fora. O sal existe para tornar apetitoso aquilo que é sem gosto. Se nos abstivermos de uma dessas missões, não cumpriremos o nosso chamado.

Lembre-se que Oseias 4.6 diz: “O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento”. A falta de conhecimento de Deus gerou perjura, mentira, furto, adultério e homicídios, como destaca o versículo 2 desse mesmo capítulo.

Não é preciso muito esforço para identificar os mesmos problemas em nosso país. A causa? Deixaremos que o próprio leitor nos dê a resposta!

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