CRISTÃO E POLÍTICA: POLITICAMENTE CORRETO? SER OU NÃO SER?

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Muito se tem falado nos dias atuais sobre ser “politicamente correto”. Mas, afinal, o que é ser “politicamente correto”?

A definição oficial de politicamente correto é: “Título para classificar algo ou alguém que segue as normas e leis estabelecidas por uma instituição oficial”. Considerando esta definição, ser politicamente correto é dever de todo cidadão. Porém, habitualmente, este termo vem sendo empregado para se referir à neutralização de uma linguagem ou discurso, evitando o uso de narrativas que possam fazer referências às diversas formas de discriminação existentes, como racismo, homofobia etc. Como tal, o discurso “politicamente correto” consiste naquele que, de nenhuma forma, é considerado preconceituoso.

Há, contudo, uma linha muito tênue entre ser preconceituoso e exercer seu direito à liberdade de expressão. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º inciso IV, garante a todo cidadão a livre expressão de atividade intelectual, artística, cientifica, de comunicação, independentemente de censura ou licença. Em seu inciso VI, ademais, a Constituição assegura a liberdade de consciência e de crença. Nestes termos, não há por que neutralizar nenhum tipo de discurso. O que deve ser evitado é o preconceito e a discriminação, não o debate de ideias e opiniões.

O povo cristão deve ter discernimento ao falar e ao expressar suas convicções (Lc 6.45b), as quais devem, por sua vez, refletir o que está na Palavra de Deus. O cristão não precisa se omitir de falar aquilo em que acredita, mas também não deve se valer da sua liberdade de pensamento para falar o que não edifica (Ef 4.29).

A Bíblia não possui menções a nenhum assunto que não possa ser falado; pelo contrário, nela está escrito que aquele que conhece a verdade da Palavra de Deus deve falar para os que não a conhecem (1Co 9.16-23) e, se não o fizer, isso lhe será cobrado pelo próprio Deus (Ez 3.18-21).

Uma vez que a Bíblia não impede nenhum cristão de falar a verdade da Palavra de Deus, e a Constituição Federal também assegura essa liberdade, o cristão não deve ter medo de falar de assuntos polêmicos como: homossexualidade, aborto, drogas ou qualquer outro. Ele deve se posicionar abertamente, mas que não lhe falte conhecimento para fazê-lo (Os 4.6), nem amor ao próximo (Mt 22.39).

Viver em uma sociedade democrática, onde a liberdade de crença e de expressão são garantidas, implica conviver diariamente com a diferença de pensamento. Não é preciso criar uma “expressão” para que assuntos sejam evitados, de modo a não se praticar discriminação. Discriminação ou ofensa de qualquer tipo deve ser rechaçada por todos, seja para a convivência social pacífica ou pelo simples bom senso. Mas, para o cristão, o principal motivo para não discriminar ninguém é o de que Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34).

A questão não é, portanto, ser “politicamente correto” ou ser “politicamente incorreto”. É, na verdade, saber se posicionar e disseminar a verdade bíblica. As pessoas não são obrigadas a aceitar aquilo que o cristão acredita, mas o cristão também não é obrigado a aceitar e se calar diante daquilo que os não cristãos acreditam.

É nos assegurada, biblicamente e constitucionalmente, a liberdade de crença e pensamento. Seja, portanto, sábio e não seja omisso diante das causas que são tão caras para a Igreja de Cristo em nome do que se tem denominado “discurso politicamente correto”.

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