Cristão e Política: o funcionário público servo do povo

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O papel de um funcionário público é servir à sociedade. Seja em um cargo efetivo, via concurso, seja em cargo comissionado, ou em cargo conquistado pelo voto. Este é um fundamento básico do servidor público. Por sua vez, o que se observa é que muitas pessoas no Brasil buscam um cargo público para fins particulares, como a estabilidade, o salário e os privilégios, e pouco pensam na importância social do seu cargo. O principio básico para ser um funcionário público, independentemente do cargo, sendo temporário ou efetivo, é atuar para servir à sociedade.

Uma carreira no serviço público se assemelha, em certa medida, ao papel da igreja na sociedade. O cristão foi chamado ao serviço, foi chamado para influenciar e transformar a sociedade por meio do evangelho de Jesus (Mt 5.13-16). Se o cristão foi chamado a ser sal e luz, a cuidar das viúvas e órfãos, o cristão está fazendo um papel social de cuidado com o próximo e melhoria do local onde ele vive.

Se levarmos os princípios cristãos para o funcionalismo público, é possível destacar três pontos: (1) Servir ao próximo agrada o coração de Deus. (Mt 23:11-12); (2) A recompensa pelo nosso trabalho virá de Deus (Hb 6:10-15); e (3) O trabalho deve ser feito para Deus, e não para nós mesmos (Cl 3:23Ef 6:7-81 Co 10:31).

Considerando especificamente os cargos públicos conquistados pelo voto, seria coerente que representantes políticos cristãos estabelecessem regras para se beneficiarem com tantos privilégios que demais atividades não possuem, tais como auxílio vestimenta, auxílio moradia e auxílio alimentação, sendo que os salários recebidos já são muito acima do padrão do restante da sociedade? Será que essas pessoas não estariam legislando em causa própria em vez de servir à nação?

Pensando agora em cargos públicos conquistados via concurso, certo trabalhar de maneira relapsa e pouco eficiente porque se tem estabilidade no cargo? Quanto aos cargos comissionados, seria biblicamente correto assumir um posto para atender as próprias demandas ou a de quem lhe concedeu o cargo, desconsiderando as reais necessidades de toda a sociedade?

É fato que todo o trabalho, independente de ser em instituição pública ou privada, deve ser respaldado nos três pontos acima mencionados. Sendo assim, quem assume um cargo público deve estar ciente que seu trabalho é servir ao próximo, e não a si mesmo.

Não há dúvidas de que existem pessoas que fazem um bom trabalho e honram a Deus em sua função. Há também aqueles, no entanto, que não entenderam o verdadeiro propósito do cargo que ocupam. Que possamos nos conscientizar da importância do nosso trabalho. Se Deus possibilitou para cada umestar no cargo que ocupa, honre-O nesse cargo. Se todo trabalho público e privado for realizado para a glória de Deus, e não dos homens, teremos serviços de qualidade em todas as esferas da sociedade e teremos nações verdadeiramente transformadas.

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