CRISTÃO E POLÍTICA: O BRASIL PODE CONTAR COM VOCÊ?

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A última semana foi marcada por importantes acontecimentos na esfera política. O mais destacado foi a condenação do ex-presidente Lula por lavagem de dinheiro e corrupção passiva por decisão unânime do TRF-4. Ele teve sua pena aumentada de 9 para 12 anos, tornando-o, portanto, inelegível para as disputas das eleições presidenciais neste ano de 2018.

Isso quer dizer que, mesmo que seu partido possa registrá-lo como candidato, ao analisar a legitimidade da candidatura, o Tribunal Superior Eleitoral, responsável por averiguar o registro de candidaturas à presidência da República, deverá rejeitar a candidatura de Lula, conforme a Lei da Ficha Limpa.

A Lei da Ficha Limpa, alterada pela Lei Complementar 135, em seu artigo 1º, prevê que são inelegíveis os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, como foi o caso do ex-presidente, que teve seu último julgamento proferido por três ministros do Tribunal Regional Federal.

O que talvez muita gente não saiba é a história por detrás da Lei da Ficha Limpa. Tudo começou em dezembro de 2010, com a Campanha da Ficha Limpa, pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), em que diversos setores da sociedade pediam maior rigor para as candidaturas políticas e para o combate à corrupção.

A coleta de assinaturas físicas para a campanha foi iniciada em 2008 e rapidamente alcançou 1,3 milhão de assinaturas, o número necessário para que fosse levado ao Congresso, chegando a mais de 1,6 milhão de assinaturas, e promulgada por Lula, quando este era ainda presidente.

Somente no primeiro ano de sua aplicação, a lei proibiu a candidatura de 868 candidatos. Dessa forma, a participação da população foi essencial para que muitos dos políticos que foram devidamente condenados pela justiça ficassem impedidos de se elegerem e ocuparem cargos políticos novamente, uma importante mudança para o Brasil.

Ao olharmos para a Bíblia, nos deparamos com exemplos de pessoas que participaram do processo decisório político da nação e, assim, foram peças-chaves para impactos positivos nos seus locais de atuação. Ester, por exemplo, se levantou como voz, arriscando sua vida em favor do seu povo; José aceitou o cargo de governador do Egito e, portanto, era o grande líder do rumo das políticas públicas, salvando o mundo de uma grande fome; além de outros nomes como Daniel, que auxiliou diretamente o reinado de Nabucodonosor, Belsazar e Dario.

Esses são apenas alguns exemplos de homens e mulheres que não ficaram inertes à realidade política de seus países. Antes, fizeram o que estava ao seu alcance para mudar aquela situação. Como Igreja, somos chamados a nos envolver nesses assuntos e a nos engajar na busca de uma sociedade transformada. Dessa forma, não somente nossa geração colherá os frutos, mas também as próximas gerações desfrutarão de um cenário mais íntegro e justo. O Brasil pode contar com você? Envolva-se!

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