Como sobreviver em uma era de ansiedade

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A ansiedade pode ser esmagadora. Ela pode nos imobilizar e espremer até a última gota de alegria de nossas vidas. Também pode ter um enorme impacto sobre nós, física e emocionalmente. Alguém que sofre de ansiedade contínua pode ter que lidar com sintomas como alterações de humor, irritabilidade, raiva, sudorese, batimento cardíaco acelerado, dores no peito, exaustão, falta de concentração, perda de cabelo, ganho ou perda de peso, ataques de pânico, insônia e pressão alta. E isso para citar apenas alguns.

Um escritor coloca assim: “A ansiedade esmagadora acontece quando eu acredito em mentiras. Você pode pensar em suas preocupações como falsos profetas. Eles estão lhe dizendo que Deus não é bom, soberano e sábio”.

Em todo o mundo, as pessoas estão sendo esmagadas por esse tipo de ansiedade. Está acontecendo diariamente. Eu sei que é mais fácil falar do que fazer, mas precisamos parar de ouvir essas mentiras. A ansiedade é uma questão enorme em nossa sociedade e, como cristãos, precisamos saber como combater esse pecado.

A ansiedade é real

Paulo instrui os filipenses sobre a ansiedade: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” (Fl 4.6). Agora, você pode ler isso e pensar: O que? Você está falando sério Paulo? Você realmente espera que eu passe pela vida sem nunca ficar ansioso?

Quero dizer, toda mãe do planeta conhece esse sentimento – é o pesadelo de toda mãe – naquele momento em que você percebe que não tem ideia de onde está seu filho. Isso aconteceu comigo uma vez quando eu estava fazendo compras no centro da cidade. De repente, meu filho de quatro anos, Bobby, desapareceu. Fiz o que qualquer mãe faz: chamei o nome dele, procurei em meio a todos os cabides de roupas, olhei embaixo das mesas e atrás dos caixas. Com o passar do tempo e sem encontrá-lo, percebi que aquilo estava ficando sério. Envolvi a equipe da loja na busca. Meu coração estava batendo forte, todos os músculos do meu corpo estavam tensos, eu estava gritando por dentro e tentando conter as lágrimas. Minha ansiedade estava no teto.

Então minha mente começou a disparar em todas as direções – ele foi sequestrado? Posso realmente me lembrar o que ele estava vestindo hoje? Eu deveria chamar a polícia? Talvez você tenha tido um momento como este. Ou talvez você nunca tenha perdido um filho momentaneamente, mas já tenha se relacionado com a ansiedade avassaladora que estou descrevendo. Então, tenho certeza de que você pode imaginar a sensação de alívio e alegria absolutas – que logo se tornaram em raiva – quando encontrei meu filho encolhido na vitrine com os manequins.

Aqui está o problema da ansiedade: parece perfeitamente natural. Naquele momento, parecia que eu não poderia ter outra resposta senão ser totalmente consumida pela ansiedade pelo meu filho desaparecido. Mas aqui está Paulo, em Filipenses 4, nos dizendo claramente para não ficarmos ansiosos por nada. Como devemos entender isso?

A Ansiedade é ativa

Em um nível, o estado de ansiedade pode ser uma resposta humana natural e normal a uma situação assustadora. Mas Paulo está falando sobre estar ansioso, o que é ativo. É algo que escolhemos fazer. Então, como combatemos esse tipo de ansiedade?

A resposta de Paulo é simples: ore (Fl 4.6). D. A. Carson disse uma vez: “Ainda tenho que encontrar um preocupado crônico que desfrute de uma excelente vida de oração”.

Agora, eu sei que isso é mais fácil dizer do que fazer. Especialmente com as grandes coisas. Alguns anos atrás, eu estava em uma conferência, falando de um assunto que conhecia muito bem. Eu estava no palco quando, no meio da minha palestra, de repente eu não sabia o que deveria dizer. Não era que eu simplesmente havia esquecido. Na verdade, eu não tinha ideia de qual era o meu ponto, qual era a próxima palavra e percebi que não conseguia nem ler as palavras na minha folha, quanto mais lembrar onde estava. Todo mundo pensou que eu tinha parado para dar algum efeito. Mas, naquele momento – enquanto eu lutava com o que estava acontecendo – percebi que havia algo seriamente errado comigo. Parecia que havia durado uma eternidade, mas, felizmente, não durou, e eu consegui terminar minha palestra.

A partir daí, passei por um longo processo de testes neurológicos, exames de ressonância magnética e outros exames. Demorou séculos para que eles descobrissem a causa do problema. Não vou mentir para você: houve momentos de ansiedade. Mas, pela graça de Deus, isso me levou de volta a ele em oração. Eu tinha que confiar que ele sabia o que estava acontecendo, que estava soberanamente no controle. Eu não estava com medo e não fiquei pesquisando ansiosamente no Google todos os sintomas que experimentei. Eu realmente estava contente em deixar isso com Deus. É sobre isso que Paulo está falando em Filipenses 4 – que em todas as situações, podemos confiar em Deus e saber que ele as tem em suas mãos.

Kent Hughes basicamente vai direto ao cerne da questão quando diz: “Descanse na graça de Deus e pare de surtar como alguém que não conhece a Deus”. Quando oramos – não importa a situação – estamos reconhecendo que precisamos de Deus. Citando Hughes novamente: “Quando oramos, apresentamos nossos pedidos, que refletem todos os casos possíveis de ansiedade …, estamos lançando todos os nossos cuidados em Deus e declarando nossa absoluta dependência dele”.

A ansiedade deve ser combatida

Então, aqui estão algumas verdades práticas a serem lembradas enquanto você luta contra a ansiedade pecaminosa.

  1. Preocupar-se é inútil. Rouba nossa alegria e paz. Falando sobre essa passagem, Tony Merida diz que Paulo deixou claro que “a paz vem somente através da oração e petição com ação de graças. . ..” A oração é a ferramenta que empunhamos na luta contra a ansiedade. Isso nos lembra que podemos ter a paz de Deus, mesmo quando nossas circunstâncias não fazem sentido para nós. Deus é a fonte da nossa paz.

“Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Mateus 6:27).

  1. Deus está conosco. Nós realmente acreditamos nisso? O Deus que criou o universo, que varreu a terra com um dilúvio, que reteve o mar para Moisés, que derrubou os muros de Jericó, que providenciou um marido para Rute, que protegeu Davi de Saul, que manteve Jonas vivo em um peixe, que enviou seu Filho para morrer por você na cruz. Este Deus, esse mesmo Deus, está com você e nunca o abandonará. Esse Deus é confiável.

Como um outro escritor disse: “Em vez de esgotar sua energia mental na fútil esteira do ‘e se’, concentre seus pensamentos no verdadeiro, honrado, justo, puro, amável, louvável, excelente e digno de glória Filho de Deus, que o amou e deu a si mesmo por você ”. . . e seja feliz em confiar nele.

  1. Ele é todo poderoso. John Frame explica desta maneira: “Ele criou e providenciou todas as coisas; nada acontece sem o seu poder”. Este é o Deus em cuja presença habitamos.
  2. Deus provê. A provisão suprema de Deus já nos foi dada no Evangelho, e precisamos nos lembrar disso – ele nos proporcionou um lar eterno. Deus atende à nossa maior necessidade em Cristo.

Tony Merida diz muito bem: “Sua dádiva de salvação nos dá motivos para nos alegrarmos. Ele remove nosso maior medo e alivia nossa mais profunda ansiedade através de sua vitoriosa morte e ressurreição. Ele pagou a penalidade por nós.

Podemos pensar que nossa maior necessidade é ter uma barriga cheia, um marido, filhos, uma nova casa, um emprego melhor, mas a realidade é que nossa maior e mais premente necessidade é mais de Deus. Com demasiada frequência, pensamos que sabemos o que precisamos melhor do que Deus nesses momentos. Precisamos correr, correr, correr para Deus e encontrar satisfação ao confiarmos e descansarmos nele.

Artigo original: Voltemos ao Evangelho.

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