Céu e terra: Direitos e deveres da dupla cidadania

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Em Filipenses 3, Paulo nos chama de cidadãos do céu, após nos advertir acerca dos inimigos da cruz. Infelizmente, muitos cristãos interpretam erroneamente este status de cidadania. Não é raro ouvirmos que o crente deve preocupar-se com as questões espirituais, pois o restante faz parte de um aspecto terreno e que em nada se relaciona com a nossa fé.

Todavia, a Palavra de Deus deve ser interpretada de forma conjunta, pois um versículo jamais contrariará outro trecho das Escrituras. Em 2 Coríntios 5.20, Paulo também nos concede outro título, o de Embaixadores de Cristo. A conexão entre os dois versículos é simples. Se somos cidadãos dos céus, mas habitamos na Terra, somos representantes dos céus aqui neste planeta. O dicionário Aurélio define embaixador como “emissário”, “representante máximo de um chefe de Estado junto a outro Estado”.

Assim, é evidente que temos a missão de defender os interesses do Reino de Deus nesta terra. O que nos resta é entender quais são esses interesses. Em Romanos 14.17, Paulo diz que o Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espirito Santo.

Portanto as nossas bandeiras aqui na terra são as bandeiras da justiça, paz e alegria, em conformidade com as Escrituras. Nos dias de hoje, em quais contextos aplicaríamos esses três pilares?

Sem dúvidas, a notícia de maior destaque é a situação caótica do país. A política totalmente desacreditada, a violência em total descontrole e o sentimento de impotência do brasileiro diante de tudo isso. Todos os dias somos surpreendidos com um novo escândalo de corrupção, que mais parece cena de filme, tamanha a profundidade dos rombos. Ficamos atônitos também com a indiferença de muitos políticos frente ao aumento desproporcional de impostos sob a justificativa de minimizar os déficits orçamentários.

É impossível pensar que o nosso Deus é indiferente a tudo isso. Basta olharmos nas Escrituras as inúmeras vezes que o Senhor derramou Seu juízo sobre cidades e nações em decorrência da injustiça e do pecado. Sodoma e Gomorra (Gênesis 19.1-29), Nínive (Jonas 1.3) e tantas outras referências evidenciam a repugnância que Deus tem frente aos erros de um povo.

Diante desse triste cenário, o que você, embaixador do Reino, pode e deve fazer? A oração é indispensável. Em 2 crônicas 7.14, Deus fala a Salomão que, se o povo Dele se humilhasse, orasse e se convertesse dos maus caminhos, Ele sararia sua terra. Note que o próprio Deus chama o povo a se converter. Isto é, a oração é sempre seguida pela mudança de mente e de comportamento.

Uma vez que oramos para que Deus abençoe o nosso país, precisamos agir. Converter o nosso caminho, reconstruir o que se perdeu. Foi isso que Neemias fez. Ele reconstruiu os muros de sua cidade (Neemias 2.4). Nós brasileiros, cidadãos do céus e embaixadores de Cristo, também temos uma missão aqui: trazer a justiça Dele sobre a nossa nação.

Certamente, isso pode ser feito de diversas formas, como o voto consciente, o estudo, o envolvimento com ações práticas, dentre outras. O que você não pode fazer é cruzar os braços, lamentar e permanecer inerte.

Por isso queremos convidar você que é brasileiro e embaixador do Reino a se lembrar do nosso país todos os dias em suas orações e buscar se envolver diretamente com a reconstrução do nosso país.

Fonte:http://www.lagoinha.com/ibl-vida-crista/direitos-e-deveres-da-dupla-cidadania/

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