5 maneiras de ajudar crianças a combater o medo

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Agarrei-me a minha mãe, quase rompendo sua pele conforme eu afundava meus dedos em seus braços. Trêmula, com o coração palpitante, aterrorizada, enterrei meu rosto em seu colo. Ela sentou-se impotente, acariciando meu cabelo e falando suavemente comigo até que fui me acalmando.

A fonte do meu terror? Absolutamente nada.

Meus ataques de ansiedade começaram quando eu tinha por volta de 9 anos. Anos mais tarde, quando minha filha tinha aproximadamente a mesma idade, fiquei arrasada ao descobrir que ela começou a sentir os mesmos sintomas. A manifestação era quase idêntica e, como vim a saber, hereditária.

Pela primeira vez na minha vida, pude ser grata por aquele meu monstro pessoal, porque eu podia me identificar completamente ao que minha filha estava passando. Ainda que, fosse desolador assistir uma ansiedade implacável roubar sua alegria.

5 Maneiras de Combater o Medo

Quando me tornei uma cristã nos meus 30 anos, conhecer a Cristo me levou a libertação da ansiedade. Mas a minha transformação não impediu o tormento do medo irracional e infundado de minha filha, e tive de enfrentar a temível tarefa de ajudá-la a emergir do outro lado.

O Instituto Nacional de Saúde relata que acima de 25% das crianças americanas são diagnosticadas com algum tipo de ansiedade clínica. Mas seja clínica ou não, todas as crianças experimentam medo.

Quando nossa filha começou a ter ataques de ansiedade, ficamos sem saber como ajudá-la. Através de tentativa, erro e muita oração, encontramos 5 coisas que funcionavam para libertá-la dos laços do medo, capacitando-a a se tornar uma adulta competente, cheia de alegria e virtualmente livre de ansiedade.

1. Escute

Nada fala mais de amor do que um bom ouvido que escute. Provérbios 18.15 diz “O ouvido dos sábios procura o saber.” Escute de verdade seu filho. Concorde com a cabeça, repita de volta aquilo que eles falarem, faça contato visual e sente-se em silêncio.

Este não é o momento de oferecer conselhos. Apenas deixe-os falar e certifique-se de que eles saibam que você os escutou.

2. Reconheça o medo deles

Honestidade de fato, é a melhor política. Não há necessidade de negar ou disfarçar a intensidade do medo irracional de um ataque de ansiedade. Mas enquanto reconhece o medo, não dê crédito a ele. Ajude-os a ver que Deus é maior. Ensine seus filhos a atravessá-lo, encarando o medo de frente. Não combata ele. Mais propriamente, enfrente-o. Ele irá passar.

Você pode ajudá-los a recitar Filipenses 4.13 com você: “tudo posso naquele que me fortalece.” Como todas as emoções, medo e ansiedade são mais do que somente vivências mentais; sempre há um aspecto orgânico. Simplesmente encorajando eles a respirar profundamente e de modo lento pelo nariz e exalar através da boca pode ajudar tremendamente. Lembre seus filhos que eles podem fazer isso em qualquer momento que eles sintam medo, e que meditem na verdade daquilo que estão repetindo.

3. Mantenha a perspectiva, e continue andando

Sempre que minha filha era acometida com ansiedade, eu dizia a ela, “Diga a você mesma a verdade.” Em outras palavras, é importante durante um ataque de ansiedade manter a perspectiva. Olhe ao redor – olhe pra fora de você – e veja o que está de fato acontecendo. Existe algo naquele momento pra ter medo? Conjuntamente, aliste tudo naquele momento que você conhece como verdade.

Lembre seus filhos que o Inimigo é o “pai da mentira” (João 8.44), e que o Pai Celestial é o único que é digno de ser ouvido. Ensine aos seus filhos que a força deles vem de Cristo, enquanto o medo vem do Inimigo (2 Timóteo 1.7). Conte a eles sobre Pedro e as ondas, encorajando-os a se concentrar em Cristo, para que possam andar sobre as águas da alegria e da libertação do medo (Mateus 14.28-33).

4. Ore com seu filho, revisando a Palavra de Deus

Quando seus filhos começarem a sentir ansiedade, pare tudo e ore com eles. Esta é uma oportunidade de ouro para ajudá-los a perceber a importância da oração. É um bom lembrete pra nós como pais, também.

Ensine seus filhos a irem a Deus com seus medos. Incuta neles a Escritura a fim de que eles possam remeter quando estiverem ansiosos.

Não andeis ansiosos por coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. (Filipenses 4.6) ARA

Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. (1 Pedro 5.7)

O Senhor teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo (Sofonias 3.17) ARA

Trabalhem juntos para perpetrar esses versos na memória. Minha filha me disse que memorizar versos chave, particularmente Filipenses 4.6, foi fundamental para ajudá-la a se acalmar e continuar se movendo sempre que a ansiedade ameaçava paralisá-la.

5. Mantenha Cristo no Centro

A cultura moderna coloca o lugar das crianças no centro do universo – tanto suas próprias como a de todos mais. Mas isso não é bíblico. Nossos filhos devem ser ensinados que Cristo é o centro, que tudo que fazemos deve glorificá-lo, e que fazendo assim, nos será dada grande alegria e paz. Quando servimos de modelo pra nossos filhos ao confiarmos em Cristo (opondo-se ao modelo de ter um espírito temeroso e auto-focado), estamos treinando-os no caminho que devem andar (Provérbios 22.6)

Ter permissão para retirar-se da vida (ficando em casa sem ir à escola, isolando-se de amigos, interrompendo todas as atividades) em resposta à ansiedade é, eu penso, um erro que muitos pais cometem. Foi experiência da minha filha e minha que quando permanecíamos no jogo, focando em Cristo e dizendo a nós mesmas a verdade, saíamos do outro lado mais fortes, mais resilientes, e mais próximas da nossa única Fonte de Paz.

Toda tentativa deve ser feita para mostrar aos seus filhos que Deus é mais real do que seus temores. Ele os ama e se deleitará em tranquilizar e apaziguar seus medos com o inigualável amor de Cristo. Libertação do medo através do foco em Cristo é a porta de acesso pra alegria, a única alegria permanente e poderosa o suficiente para superar fortalezas teimosas como o medo.

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