Porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza

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Ao longo da nossa jornada cristã, vivemos experiências que nos marcam. Dentre elas, existem algumas que são amargas como o fel, e as temos como negativas, principalmente quando se trata daquelas relacionadas à prática de pecados. Em relação a esse tipo de experiência, é ruim demais quando ela acontece na vida da gente, nos sentimos fracos na fé e, às vezes, nos vemos tão culpados, que ficamos com vergonha de estar diante de Deus; deixamos de orar, ler a bíblia e cantar louvores, pois nos percebemos tão sujos e indignos, que, se ousássemos praticar tais ações, a nossa consciência, cheia de culpa, logo nos acusaria de hipócritas.

Diante disso, é importante sabermos o que Deus pensa a respeito dessa condição. Em 2 Coríntios 12.9, encontramos uma resposta a isso: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Com isso, entendemos que Deus não quer que nos distanciemos Dele quando pecamos. Muito pelo contrário, Ele quer que nos acheguemos para sermos redimidos dos nossos pecados por meio do sangue de Jesus. A afirmação é muito clara: a graça de Deus nos basta, ela é suficiente para a consumação do nosso perdão.

Acredito que uma das melhores sensações de alívio e preenchimento de alma em nós ocorre quando nos vemos assim: nos sentindo sujos, indignos, maltrapilhos e hipócritas, e desse modo nos achegamos a Deus em busca de reconciliação, e o Aba vem como o pai do filho pródigo, nos confortando e consolando. É uma experiência maravilhosa que só quem viveu entende. O perdão dado por Deus vem como um remédio capaz de curar o câncer que dilacerou a alma de um ser. A sensação de alívio e paz interior é indescritível; muitas vezes, causa uma emoção tão profunda em nós, que choramos feito crianças. E, quando saímos dessa situação desagradável de culpa, nos sentimos mais fortes. Daí vemos que o texto de 2 Coríntios faz todo sentido. O poder de Deus se aperfeiçoa na nossa fraqueza.

Não sei se é teologicamente correto falar assim, mas às vezes essas situações são válidas para nos tornar humildes e, por isso, mais fortes, pois muitas vezes julgamos demais o nosso próximo quando ele cai, nos achamos tão super crentes, que nos colocamos no lugar de Deus ao querermos julgar o irmão. Entendo que essa experiência é muito oportuna para refletirmos um pouco sobre perdão, tolerância para com o próximo, compaixão e humildade.

Perdão, para entendermos que, assim como Deus nos perdoou, de igual modo devemos agir para com os nossos semelhantes; tolerância, para desenvolvermos a percepção de que cada ser humano tem uma história que lhe conferiu características peculiares, que devem ser respeitadas e compreendidas; compaixão e humildade, para que possamos instruir em amor o irmão que pecou e pedir a Deus misericórdia, pois a nossa natureza humana nos deixa na iminência de pecarmos constantemente.

Ditas essas palavras, quero finalizar deixando aqui uma citação que me inspirou a escrevê-las. É um trecho da canção “Sempre tem uma assim”, da banda Resgate: “Quando eu olho a alma, onde estão os Teus sinais? O amor
chegou mais certo que a minha fuga. Se eu Te sinto, não há nada que eu precise mais. O perdão chegou mais cedo que a minha culpa”.

Chamo atenção para a última frase: “O perdão chegou mais cedo que a minha culpa”. Desejo que você, meu irmão, tenha esta percepção sempre, em nome de Jesus e pelo bem da sua alma: Jesus, ao morrer na cruz, levou sobre Si todo o pecado do mundo, e, por meio desse ato, temos o perdão de Deus garantido quando o solicitamos em nome de Jesus, ou seja, o perdão sempre pode chegar mais cedo que a culpa, só depende de você.

“A graça do Senhor Jesus seja com todos” (Apocalipse 22.21).

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